Histórico

cl31Jogaço em Stamford Bridge acaba com golaço antológico de Iniesta aos 48 minutos do segundo tempo.

Chelsea 1 x 1 Barcelona

A ofensividade crônica de uma equipe que pratica o futebol arte a todo o tempo venceu — com muito suor e dramaticidade — um sistema defensivo invejável e — desculpem-me os românticos — exemplar. Enfim, o duelo de antagonistas em Stamford Bridge foi uma batalha para entrar para a história e servir de parâmetro para o que se denomina “jogaço”.

Trajetória para a glória: bola no ângulo e Iniesta na história.

Trajetória para a glória: bola no ângulo e Iniesta na história.

A partida válida pela segunda perna das semifinais da Champions League 08/09 começou equilibrada. O Barcelona — com os desfalques de Puyol (suspenso), Márquez e Henry (machucados) e armado no seu tradicional 4-1-2-3, com Yaya Touré improvisado na zaga central e Iniesta no ataque — trocava passes e procurava brechas na muralha azul, enquanto o Chelsea — de volta ao 4-3-2-1, com Anelka na vaga de Mikel em relação ao jogo de ida –, diferentemente do que aconteceu no Camp Nou, buscava o ataque quando tinha a posse de bola.

Até que, aos nove minutos, Lampard tentou o levantamento para a área, a bola desviou em Touré e sobrou para Essien, que, em um lindo voleio, emendou de esquerda no ângulo direito de Valdés. Golaço, 1 a 0 e vantagem para os Blues.

Naturalmente, a abertura do placar fez com que a posse de bola do Barça aumentasse, o que também elevou o número de contra-ataques do Chelsea.

Em um deles, Malouda desceu pela ponta esquerda e foi derrubado por Daniel Alves na risca da área. O árbitro norueguês Tom Henning marcou falta, mas o Chelsea pediu pênalti — a primeira de seis reclamações de penalidade máxima por parte do time inglês. Na cobrança, Drogba bateu forte, a bola desviou em Busquets e Valdés salvou no reflexo.

A parte final do primeiro tempo apresentou um predomínio da marcação azul sobre a ineficaz troca de passes do Barcelona. Xavi e Iniesta paravam em Essien, enquanto Messi driblava um, mas tinha pelo menos mais dois no seu cangote.

O melhor estava reservado para a segunda etapa.

Na marca de sete minutos, o lance que poderia ter matado o jogo: Anelka recebeu na área e rolou para Drogba. O camisa 11 — completamente livre — limpou a marcação de Piqué — que caiu sentado — e chutou de esquerda. Valdés fechou o ângulo e praticou defesa milagrosa.

O jogo esquentou ainda mais. Messi, aos 20, recebeu pela direita, cortou para o meio e chutou por cima. Um minuto depois, Anelka e Abidal disputaram corrida para alcançar o lançamento longo que veio da defesa. O camisa 39 do Chelsea tropeçou na entrada da área e Tim Henning não teve dúvidas: marcou a falta e expulsou Abidal.

Mesmo com um a mais, Guus Hiddink resolveu reforçar seu quase impenetrável sistema defensivo e substituiu Drogba por Belletti, liberando Lampard para puxar os contra-golpes. 

Com a proximidade do fim da partida, a pressão azul-grená aumentou. Iniesta e Xavi chamavam a responsabilidade e tentavam criar, mas o Chelsea administrava o jogo e não deixava a bola chegar à área de Petr Cech.

Aos 37, a reclamação mais plausível do time da casa: Piqué interceptou com o braço direito estendido uma tentativa de drible por parte de Anelka.

A cinco minutos do fim do tempo regulamentar, Josep Guardiola partiu para o “tudo ou nada” e trocou o volante Busquets pelo atacante Bojan.

A partir daí, era ataque contra defesa.

O zagueiro Piqué se transformou em centroavante e a pressão do Barcelona crescia a cada minuto.

Até que, aos 48, Messi rolou para a meia-lua da área e Iniesta acertou um chute de trivela no ângulo esquerdo de Cech, enlouquecendo a torcida visitante presente em Stamford Bridge e o banco de reservas, que correu em direção ao descamizado herói da classificação para abraçá-lo.

A probabilidade de enfartes na região da Catalunha aumentou substancialmente nos momentos finais dos 5 minutos de acréscimo dados pelo confuso árbitro norueguês.

Ainda deu tempo para Ballack pegar a sobra de um escanteio — que contou até com Cech na grande área — e chutar no corpo de Eto’o. Desta vez o pedido por pênalti foi deseperado e rendeu cartão amarelo para o alemão.

Fim de jogo em Londres e um capítulo memorável escrito na história da Champions League.

A expectativa é de um jogo ainda melhor na decisão do dia 27, em Roma.

O Manchester estará desfalcado de Fletcher — levou o vermelho contra o Arsenal — e o Barcelona — além do expulso Abidal — não poderá contar com Daniel Alves, que levou o terceiro amarelo aos 30 minutos do primeiro tempo, após falta em Ashley Cole.

Escalações:
Chelsea:
1 Cech; 17 Bosingwa, 33 Alex, 26 Terry e 3 Ashley Cole; 5 Essien, 13 Ballack e 8 Lampard; 39 Anelka e 15 Malouda; 11 Drogba (35 Belletti / 27′ do 2º).
Barcelona: 1 Valdés; 20 Daniel Alves, 24 Touré, 3 Piqué e 22 Abidal (expulso / 21′ do 2º); 28 Busquets (11 Bojan / 40′ do 2º); 6 Xavi e 15 Keita; 10 Messi, 8 Iniesta (7 Gudjohnsen / 50′ do 2º) e 9 Eto’o (16 Sylvinho / 51′ do 2º).

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