Quarta agitada

30/04/2009

Dia 29 de abril marcou diversos fatos relevantes no mundo da bola. A seguir, alguns deles em forma de drops:

Batalha em Santiago: O Palmeiras venceu o Colo-Colo por 1 a 0 no Estádio Monumental com um jogador a menos e com gol aos 42 minutos do segundo tempo. Tá bom ou quer mais? A partida foi uma verdadeira epopeia verde, já que o Verdão precisava da vitória para se classificar e garantir os cinco representantes brasileiros nas oitavas-de-final da competição continental. Luxemburgo promoveu duas surpreendentes modificações no time titular ao colocar Wendel na lateral-direita e o jovem Souza ao lado de Pierre na proteção à zaga. Elas surtiram efeito e o primeiro tempo foi bem administrado pela equipe paulistana, que assustou os chilenos com dois chutes de Keirrison na trave e foi beneficiada pela lesão de Macnelly Torres logo aos 15 minutos. No intervalo, Luxa substituiu — precipitadamente — Wendel por Willians. O camisa 8 — há mais de um mês fora de combate devido a uma contusão — sentiu a falta de ritmo de jogo e foi praticamente nulo em campo. Aos 18, Marcão foi expulso e o jogo abriu de vez. Muitas chances para os dois lados, até que Cleiton Xavier arriscou da intermediária e acertou o ângulo do goleiro Muñoz com um pombo sem asa indefensável. Golaço e classificação heroica. Agora é esperar pelo adversário nas oitavas-de-final.

Que fase! Até quando perde, o Corinthians festeja. Mesmo tendo a invencibilidade de 25 jogos quebrada pelo Atlético-PR ao ser derrotado por 3 a 2 na Arena da Baixada, pela primeira perna das oitavas-de-final da Copa do Brasil, o alvinegro tem muitos motivos para comemorar devido às circunstâncias da partida. Depois de tomar um vareio do Furacão no primeiro tempo e levar o terceiro gol no comecinho da segunda etapa, o Corinthians reagiu e marcou dois importantíssimos gols com Cristian, aos 41, e Dentinho, aos 47. Os paulistas ainda desperdiçaram pênalti — muito mal marcado pelo pernambucano Nielson Dias — com Chicão. Os atuais campeões da Série B se classificam com vitória simples no jogo da semana que vem, no Pacaembu. A má notícia fica por conta da pancada sofrida nos arcos costais de Ronaldo — a possibilidade de fratura na costela já foi descartada pelos médicos corintianos –, que corre o risco de não jogar domingo contra o Santos pela decisão do Campeonato Paulista.

Irresistível Colorado: O Internacional venceu e convenceu mais uma vez na noite desta quarta. A vítima da vez foi o Náutico, que sucumbiu por 3 a 0 em pleno Estádio dos Aflitos, também pelas oitavas da Copa do Brasil. Nilmar, Taison e Marcelo Cordeiro marcaram os gols vermelhos. Surpreende a intensidade e a capacidade técnica e tática do time comandado por Tite, principalmente nos últimos jogos. Está certo que os adversários — Caxias (8 x 1), Guarani (5 x 0) e agora Náutico — não servem como um parâmetro totalmente confiável, mas a qualidade do futebol do Inter é tão alta que o rótulo de favorito à conquista do Brasileirão 2009 é mais que merecido. Pena é a notícia de que Nilmar provavelmente deixará o Beira-Rio na janela de transferências do meio do ano. Uma oferta de US$ 20 milhões por parte do italiano Palermo já teria inclusive sido aceita pelos dirigentes colorados.

Insatisfeito: “É quase seguro que eu vá embora”, frase de Carlitos Tevez em entrevista concedida ao repórter João Castelo Branco, da Espn Brasil, na zona mista após o jogo em que o Manchester United venceu o Arsenal por 1 a 0 pelas semifinais da Champions League 08/09. Buscando a titularidade absoluta — algo muito raro em se tratando de futebol europeu –, o argentino não está contente com sua situação no United, tendo que participar do rodízio promovido por Sir Alex Ferguson. Disposto a deixar o Old Trafford ao final da temporada, Tevez diz ter propostas de vários clubes europeus. As especulações dão conta de que o Real Madrid é o principal interessado.


Mereciam mais

30/04/2009

cl32Os espectadores da partida e o Manchester United, que, mesmo jogando abaixo do que pode, dominou o jogo inteiro e fez apenas 1 a 0 contra um apático Arsenal.

Manchester United 1 x 0 Arsenal

Dois fatos claros marcaram a partida de ida das semifinais da Champions League 08/09 entre Manchester United e Arsenal no Old Trafford: o jogo não foi bom e os Red Devils perderam a chance de talvez liquidar o confronto.

Quem esperava algo parecido com os recentes jogaços entre ingleses — vide os dois 4 a 4 em que o Liverpool foi protagonista ao lado de primeiro Chelsea, depois Arsenal e a explosiva virada do Manchester para cima do Tottenham (5 x 2) no último sábado — teve de se contentar com um jogo bem morno.

Não acostumado a marcar, O'Shea comemora do jeito mais comum: festejando com a torcida e os companheiros

Não acostumado a marcar, O'Shea comemora do jeito mais comum: festejando com a torcida e os companheiros

Armando seu time em um 4-3-2-1 ofensivo, Sir Alex Ferguson optou por jogadores jovens em quase todas as posições, talvez para igualar o vigor físico dos “estudantes” do professor Arsène Wenger. O francês, tendo de lidar com os sempre frequentes desfalques do Arsenal — Gallas, Van Persie, Clichy (machucados) e Arshavin (impossibilitado de jogar, pois já atuou pelo Zenit no atual campeonato) são apenas alguns deles — , escalou sua equipe em um 4-2-3-1 aparentemente voltado ao ataque, mas que, na prática, teve os ofensivos Nasri, Fabregas e Walcott atuando muito recuados e deixando o apagado Adebayor totalmente isolado no comando de ataque.

A dificuldade de armação do Manchester e a completa falta de ímpeto dos Gunners geraram um jogo não completamente entediante, mas muito abaixo da expectativa.

O primeiro tempo foi um passeio — mesmo que curto — do United. A primeira chance real de gol aconteceu aos 17 minutos, quando Ronaldo, Tevez e O’Shea armaram bela triangulação que acabou em uma grande defesa de Almunia depois de chute à queima roupa do argentino. O lance gerou um escanteio cobrado por Anderson. A bola passou por toda a extensão da área até cair nos pés de Carrick. O camisa 16 cruzou rasteiro, a bola desviou em Silvestre e sobrou limpa para O’Shea encher o pé direito e abrir o placar.

O Manchester continuou pressionando e teve outra bela oportunidade aos 29, quando Tevez costurou a defesa pela direita e cruzou para Ronaldo. O português cabeceou consciente e Almunia praticou outro milagre. Enquanto isso, o Arsenal chutou ao gol de Van der Sar apenas uma bola durante toda a primeira etapa– em finalização, sem perigo algum, de Fabregas, aos 27.

O começo do segundo tempo marcou o pior período do jogo. A coisa começou a mudar só aos 22 minutos, quando Giggs e Berbatov substituíram Anderson e Tevez. A qualidade de passe no meio-campo aumentou substancialmente e o ataque ganhou vida nova com Rooney trocando de posição com Ronaldo e indo atuar pela direita para municiar o camisa 9 recém-ingressado.

Dois minutos depois das mudanças promovidas por Ferguson, mais um susto para Almunia. Cristiano Ronaldo, da intermediária, lança um foguete e a bola explode no travessão, arrancando o grito de “Uuuuhhh!” — que em inglês é “Oooohhh!” — das arquibancadas do Old Trafford.

Aos 33, lance polêmico. Giggs recebe lançamento da direita, invade a área, dribla Almunia e rola para a rede. O assistente indica posição irregular do galês e anula o gol. A dúvida é em relação ao posicionamento de Silvestre, que saía para fazer a linha de impedimento no momento do passe. Na minha opinião — deixando claro que só vi o lance uma vez –, o camisa 11 estava impedido por pouquíssimos centímetros.

Aos 40, a terceira finalização do Arsenal durante a partida inteira e a chance de gol mais clara para o time londrino. Cobrança de falta executada por Fabregas. Bendtner sobe no meio de um bolo de jogadores e desvia de cabeça por cima do gol.

E ficou nisso.

Espera-se muito mais do jogo e principalmente do Arsenal na partida de volta, dia 5 de maio, no Emirates Stadium.

Escalações:
Manchester United:
1 Van der Sar; 22 O’Shea, 5 Ferdinand (23 Evans / 42′ do 2º), 15 Vidic e 3 Evra; 24 Fletcher, 16 Carrick e 8 Anderson (11 Giggs / 22′ do 2º); 7 Ronaldo e 10 Rooney; 32 Tevez (9 Berbatov / 22′ do 2º).
Arsenal: 1 Almunia; 3 Sagna, 5 Touré, 18 Silvestre e 40 Gibbs; 17 Song e 2 Diaby; 14 Walcott (26 Bendtner / 25′ do 2º), 4 Fabregas e 8 Nasri; 25 Adebayor (9 Eduardo / 37′ do 2º).


Zero a zero azul

29/04/2009

cl31Chelsea segura a intensa pressão do Barcelona e sai do Camp Nou com objetivo cumprido.

Barcelona 0 x 0 Chelsea

Conhece aquele ditado popular que diz que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”? Pois é. Nesta terça, em Barcelona, a água bateu — e muito — mas não furou.

Se supusermos — com grande chance de acerto — que o Chelsea visitou o Camp Nou no primeiro jogo válido pelas semifinais da Champions League 08/09 com um objetivo muito claro em mente — não tomar gols –, este foi cumprido com excelência.

Drogba rouba a bola de Márquez e cria única chance real do Chelsea durante todo o jogo

Drogba rouba a bola de Márquez e cria única chance real do Chelsea durante todo o jogo

De fundamental importância para tal êxito foi a troca de africanos promovida por Guus Hiddink na escalação que vinha sendo utilizada pelos Blues nos últimos jogos. A saída do atacante Kalou e a entrada do volante Mikel substituiu o habitual 4-3-2-1 por um 4-1-4-1 compacto e muito bem armado. O Chelsea povoou o meio-campo, não avançou seus laterais em nenhum momento e teve seus principais homens de criação — Ballack e Lampard — transformados em marcadores implacáveis. Para se ter uma ideia do ferrolho azul (que, desta vez, vestiu amarelo), até Drogba marcava atrás do círculo central.

Enquanto isso, o Barça — armado em seu habitual 4-1-2-3 — trocava incontáveis passes e, quando achava raras brechas, era barrado pelo soberbo Petr Cech.

No caso específico deste jogo, as estatísticas servem como exemplificação fiel do que se viu em campo:

Posse de bola – Barcelona 66 % 34 Chelsea
Faltas cometidas – Barcelona 7 x 20 Chelsea
Chutes a gol – Barcelona 20 x 3 Chelsea

O primeiro tempo foi marcado por uma série de ataques por parte do Barça bem administrados pelo Chelsea, que, curiosamente, teve a chance mais clara para abrir o placar aos 39 minutos, quando Rafa Márquez errou um domínio e perdeu a bola para Drogba. O marfinense teve duas chances para marcar no lance, ambas salvas por Valdés em sua única aparição de destaque na partida.

A primeira etapa também marcou o nascimento da rixa entre Daniel Alves e Malouda, que dividiram rispidamente uma bola, continuaram se estranhando durante todo o  jogo e provavelmente não se esquecerão de se espizinharem na partida de volta.

Se no primeiro tempo o Barça teve o domínio do jogo, no segundo ele foi o soberano completo. Excetuando-se uma cabeçada de Ballack que passou por cima do gol depois de falta cobrada por Drogba logo aos três minutos, o Chelsea não chegou nem perto de assustar a meta de Valdés na etapa final de jogo.

Os constantes ataques dos catalães continuaram, desta vez mais perigosos. Destaque para a vibrante arrancada de Eto’o aos 24 — depois de dar um “rolinho” em Terry, o camaronês invadiu a área, cortou Alex, mas parou em Cech — e para a cabeçada torta de Bojan Krkic — substituto de Eto’o –, que perdeu gol feito da pequena área após cruzamento milimétrico de Daniel Alves, aos 45.

Não teve jeito mesmo. Cech fechou o gol, a retranca inglesa funcionou e o Barça terá de marcar na volta, em Stamford Bridge. Partida que — com certeza — será diferente, uma vez que o Chelsea será outro time e terá outra postura diante de sua torcida.

Se não bastasse o empate indigesto em casa, o técnico azul-grená Josep Guardiola terá que quebrar a cabeça para escalar a defesa semana que vem. Márquez sofreu uma ruptura no menisco externo do joelho esquerdo e está fora da temporada, enquanto Puyol — que entrou em seu lugar — foi advertido com o terceiro cartão amarelo e está suspenso para o duelo em Londres. Piqué e Cáceres deverão ser os únicos zagueiros disponíveis, já que Milito está machucado desde o meio do ano passado.

Enquanto isso, Hiddink terá de volta Ashley Cole, que, voltando de suspensão, deverá ocupar sua cadeira cativa na lateral-esquerda no lugar do improvisado Bosingwa — marcador surpreendentemente eficiente de Messi no Camp Nou.

Antes de se enfrentarem no próximo dia 6 de maio, o Barcelona encara o rival Real Madrid em briga direta pelo título espanhol e o Chelsea pega o Fulham em casa. Ambos os jogos serão no sábado.

Escalações:
Barcelona:
1 Valdés; 20 Daniel Alves, 4 Márquez (5 Puyol / 5′ do 2º), 3 Piqué e 22 Abidal; 24 Touré; 6 Xavi e 8 Iniesta; 10 Messi, 9 Eto’o (11 Bojan / 37′ do 2º) e 14 Henry (21 Hleb / 41′ do 2º).
Chelsea: 1 Cech; 2 Ivanovic, 33 Alex, 26 Terry e 17 Bosingwa; 12 Mikel; 5 Essien, 13 Ballack (39 Anelka / 50′ do 2º), 8 Lampard (35 Belletti / 25′ do 2º) e 15 Malouda; 11 Drogba.


Dia-a-dia

29/04/2009

Depois de um longo período de abstinência bloguística, o blogueiro que cá escreve — com as escassas desculpas de provas e viagens nas últimas semanas como justificativa para o tempo de inatividade — faz, neste bendito (ou maldito) post, a arriscadíssima seguinte promessa: a partir de hoje escreverei todos os dias no blog, sempre por volta de meia-noite. Fins de semana, feriados e circunstâncias especias são excessões.

Devido ao recém-promovido aspecto diário do blog, os posts tenderão a ser mais curtos a partir de agora.

 Que seja dada a largada (no post acima) e seja o que Deus quiser!


Faturas Liquidadas?

09/04/2009

cl2Chelsea e Barcelona praticamente garantem vaga nas semifinais com ótimos resultados nos primeiros jogos das quartas-de-final.

Liverpool 1 x 3 Chelsea
O herói improvável e a anulação de Gerrard

O jogo em Anfield Road começou eletrizante. O Liverpool, dono da casa, se impôs e abriu o placar logo aos seis minutos. Kuyt foi esperto e tocou rápido uma bola espirrada na entrada da área para o lateral Arbeloa. Aberto pela direita, o espanhol rolou de primeira para seu compatriota que não costuma falhar. Fernando Torres não falhou, meteu no canto esquerdo de Cech e correu para o abraço: 1 a 0. A impressão era de que os Reds dominariam a partida.

Todos abraçam o homem da vez: Ivanovic

Todos abraçam o homem da vez: Ivanovic

Impressão que só durou até os 15 minutos. O Chelsea não se assustou – longe disso – e teve calma para equilibrar o jogo. Drogba perdeu chance claríssima após falha de Fábio Aurélio e passe de Kalou que o deixou frente a frente com Reina, poucos minutos depois da abertura do placar.

Aos 26, Torres aproveitou cochilada de Lampard, roubou a bola do inglês no meio-campo e quase surpreendeu Cech em belo chute por cobertura. Três minutos depois, nova grande oportunidade para Drogba. Ballack cruzou rasteiro da esquerda e o camisa 11 isolou da altura da marca do pênalti depois de tropeçar no gramado.

Quando a partida finalmente entrou em um ritmo mais lento, a história de Cinderela do defensor sérvio Ivanovic começou a ser escrita. Desconhecido para muitos, o camisa 2 do Chelsea foi contratado em janeiro de 2008 junto ao Lokomotiv de Moscou, mas só estreou na atual temporada, contabilizando apenas 11 jogos pelo time londrino. E foi justamente em uma partida decisiva que ele resolveu aparecer. Aos 39, Malouda cobrou escanteio da direita e o zagueiro – improvisado na lateral-direita devido à contusão de Bosingwa – testou firme para o fundo do gol: 1 a 1.

Um minuto depois, Kuyt teve a chance de desempatar, mas desperdiçou boa chance depois de dar uma meia-lua em Terry e ser abafado por Cech. E que falta fez essa oportunidade perdida.

O segundo tempo apresentou outro jogo em que o equilíbrio foi substituído por um completo domínio do Chelsea. O 4-3-2-1 dos Blues encaixou-se perfeitamente no 4-2-3-1 dos Reds, com destaque para a marcação ferrenha e precisa de Essien em Gerrard. Com seu capitão e principal jogador anulado, o Liverpool sofreu com a troca de passes do rival e passou a ser pressionado em seu próprio território.

Com o Chelsea já se sentindo em casa, Carragher salvou em cima da linha chute de Drogba, aos seis minutos. Mas, aos 17 minutos, o antes plebeu virou definitivamente nobre. Em nova cobrança de tiro de canto, desta vez lançado da esquerda por Lampard, Ivanovic subiu entre três marcadores e cabeceou para marcar o segundo e virar para os Blues.

A festa azul no Anfield foi completada aos 22. Ballack achou Malouda nas costas de Arbeloa. O camisa 15 cruzou rasteiro e, em sua quarta oportunidade clara, Drogba finalmente fez ao antecipar Reina e escorar para as redes.

A partir daí, o desespero bateu na torcida e no time do Liverpool. Rafa Benítez tentou algumas substituições para deixar seu time mais ofensivo, mas já era tarde. Benayoun, Dossena e Babel não fizeram diferença e o controle da partida era todo do Chelsea, que administrou bem a blitz vermelha nos minutos finais e saiu de campo com um magnífico resultado nos bolsos. Nem um 2 a 0 salva o Liverpool no jogo de volta, em Stamford Bridge, na próxima terça, dia 14. Os Reds devem obter três gols gols de diferença, ou dois, se marcarem 4 ou mais. 3 a 1 leva para a prorrogação.

Escalações:
Liverpool:
25 Reina; 17 Arbeloa, 37 Skrtel, 23 Carragher e 12 Fábio Aurélio (2 Dossena / 30′ do 2º); 14 Xabi Alonso e 21 Lucas (19 Babel / 34′ do 2º); 18 Kuyt, 8 Gerrard e 11 Riera (15 Benayoun / 23′ do 2º); 9 Fernando Torres.
Chelsea: 1 Cech; 2 Ivanovic, 33 Alex, 26 Terry e 3 Ashley Cole; 8 Lampard, 5 Essien e 13 Ballack; 21 Kalou e 15 Malouda; 11 Drogba (39 Anelka / 35′ do 2º).

Barcelona 4 x0 Bayern de Munique
Passeio de um ataque encantador

A previsão de jogo aberto se confirmou. Mas só um lado jogou.

O Barça construiu a goleada de 4 a 0 já no primeiro tempo. Contra um assustado e hiper irregular Bayern – que, desta vez, estava com o gráfico bem negativo -, o mágico ataque catalão brilhou mais uma vez. Messi, Henry e Eto’o deram show e numeraram o placar aos nove (Messi), 12 (Eto’o), 38 (Messi) e 43 (Henry).

Apoiadas pelo talento dos também craques Xavi e Iniesta, as atuações recentes do trio de ataque do Barcelona são o que há de mais bonito no futebol atualmente.

No segundo tempo, os catalães tiraram o pé e mesmo assim tiveram muitas oportunidades para ampliar. Pobre Bayern, que, apesar dos importantes desfalques de Lúcio, Van Buyten, Lahm e Klose, jogou abaixo da crítica. O ídolo Beckenbauer comentou o seguinte sobre a apresentação do clube que agora preside: “O que vimos no primeiro tempo foi o pior futebol já apresentado na história do Bayern. Foi quase uma humilhação. O Barça nos deu uma aula de futebol”.

Os bávaros, inclusive, já jogaram a toalha, como atesta declaração do treinador Jürgen Klinsmann ao final do jogo: ” A partida no Camp Nou demonstrou que ainda temos muito trabalho pela frente para estar entre os melhores da Europa. Este foi o fim da nossa trajetória na Champions League e agora precisamos nos concentrar no Alemão”.

O Bayern precisa de verdadeiro milagre na partida de volta, dia 14, no Allianz Arena.

Escalações:
Barcelona:
1 Valdés; 20 Daniel Alves, 4 Márquez, 3 Piqué e 5 Puyol; 6 Xavi, 24 Touré (28 Busquets / 36 do 2º)  e 8 Iniesta; 10 Messi, 9 Eto’o (11 Bojan / 44 do 2º) e 14 Henry (15 Keita / 29 do 2º).
Bayern de Munique: 22 Butt; 23 Oddo, 6 Demichelis, 33 Breno e 30 Lell; 8 Altintop (16 Ottl / intervalo), 31 Schweinsteiger, 17 Van Bommel, 15 Zé Roberto (20 Sosa / 32 do 2º) e 7 Ribéry; 9 Toni.


Surpresa

07/04/2009

clManchester United empata com o Porto em casa e vê fantasma de 2004 bem mais perto.

Aconteceu o inesperado no Old Trafford. Um descaracterizado Manchester United – que, desde os elogios (e consequente zica) deste que vos escreve (post ‘Intenso’, de 12/03), sofre com uma constante queda de rendimento – empatou em 2 a 2 com o valente e ofensivo time do Porto no primeiro jogo das quartas-de-final da Champions League 08/09.

Com os desfalques dos importantíssimos Ferdinand e Berbatov, além das ausências de Anderson, Brown e Rafael, Sir Alex Ferguson escalou sua equipe em um 4-3-2-1 com uma linha de três volantes no meio-campo – Fletcher, Carrick e Scholes -, dois ponteiros abertos – Park Ji Sung e Cristiano Ronaldo – e apenas um atacante – Rooney, formação tática que há muito não era utilizada pelos Red Devils. Resultado: jogadores confusos, pouca ofensividade e muitos erros de passe, o que fez com que o primeiro tempo fosse dominado por um Porto rápido e insinuante escalado em um 4-3-2-1 que se transformava em um 4-1-3-2 dependendo da situação de jogo. Pontos chave nessa mudança tática, o volante Fernando e o meia-atacante Crístian Rodriguez, não por acaso, foram os principais nomes do Porto no jogo.

O uruguaio, inclusive, abriu o placar logo aos quatro minutos em jogada rápida e chute preciso depois dos erros de Ronaldo e Evans na saída para um contra-ataque. Se não fosse pela bizarra falha do zagueiro Bruno Alves – recuou sem olhar para Hélton e acabou presenteando Rooney, que só teve o trabalho de tocar por cima do goleiro brasileiro para empatar o jogo – os Dragões desceriam para os vestiários com uma justa vantagem no placar.
Mariano, o gol e a volta da assombração

Mariano, o gol e a volta da assombração

A segunda etapa começou não muito diferente da primeira, com a diferença de que o ímpeto do Porto já era menor. As coisas começaram a mudar de verdade aos 14 minutos, quando Giggs entrou no lugar de Park. O United pssou a pressionar e obrigou Hélton a trabalhar muito – aos 15, o arqueiro fez defesa espetacular em cabeçada de Vidic – , por outro lado, os contra-ataques portistas – em sua maioria puxados pelo atacante brasileiro Hulk – aumentaram de frequência. Aos 27, Ferguson reformou o esquema tático e recaracterizou sua equipe ao trocar o apagadíssimo Scholes pelo argentino Carlos Tévez.

Faltando quatro minutos para o fim do tempo regulamentar, Carlitos correspondeu e virou para o Manchester após cobrança de lateral de Neville – que entrara no lugar de Evans – desviada com muita categoria pelo calcanhar de Rooney – único jogador dos Red Devils a exibir o futebol de alto nível que deles é esperado e, de longe, o melhor do time na partida. Só que, quando os ingleses já respiravam aliviados, o argentino Mariano González – substituto de Rodriguéz – apareceu por trás da zaga e completou cruzamento aparentemente despretensioso de seu compatriota Lisandro López, aos 44: 2 a 2 e o fantasma da eliminação para os campeões de Mourinho em 2004 mais presente do que nunca.

O jogo de volta, no Estádio do Dragão, está marcado para as 15h45 (horário de Brasília) do próximo dia 15.

Golaço de Adebayor e empate vantajoso

No El Madrigal, Villarreal e Arsenal empataram em 1 a 1 no primeiro confronto também válido pelas quartas-de-final da CL 08/09. Resultado bom para os Gunners, que iniciarão a partida da próxima semana classificados – 0 a 0 dá a passagem para as semifinais ao time inglês – e contarão com o apoio de sua torcida no Emirates Stadium.

Como não assisti ao jogo, não tenho como comentá-lo mais profundamente.

Destaque para os dois belos gols da partida. O primeiro, marcado pelo brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna, em chute forte de fora da área, já valeu o ingresso, mas o segundo, do togolês Adebayor, em lindo voleio após lançamento milimétrico de Fabregas, valeu pelo menos o triplo.

Se o departamento médico do Arsenal liberou Adebayor e Fabregas na última semana – o que possibilitou a pintura no El Madrigal -, no entanto contará com dois novos “reforços”: o goleiro Almunia e o zagueiro Gallas, titulares absolutos, se machucaram já no primeiro tempo e são dúvidas para o duelo de volta contra o Submarino Amarelo, em Londres.